Olá pessoal, depois de um longo período sem postar, aqui estou eu novamente para trazer à tona um assunto que creio seja do interesse de muitos ou até de todos que lêem este blog. Soube na semana passada que há uma discussão no senado sobre um projeto de lei de visa regulamentar e/ou restringir as atividades dos Analistas de Sistemas no Brasil. Bom, assim como já aconteceu com outras profissões o governo, de forma paternalista, espera com estas medidas manter o emprego de muito marmanjo que possui um diploma na mão mas não entende “bulhufas” daquilo para o qual estudou. Isso já foi feito com Engenheiros, Advogados, Médidos e várias outras profissões que possuem mais história.

Ao meu ver, o Estado não deveria restringir a atuação dos profissionais, principalmente daqueles que trabalham em segmentos que estão na “crista da onda” do novo século, são segmentos tão novos, que até mesmo em países do primeiro mundo não há como determiná-las claramente. Não quero ser contra a regulamentação, pois tenho certeza que de certa forma isso ajudará muito, principalmente vendo o exemplo das profissões que citei acima: um engenheiro sabe exatamente o seu piso salarial, bem como um médico e numa entrevista de emprego ou processo seletivo tenho certeza que há vários pontos que nem são discutidos pois estão em lei, definindo responsabilidades e direitos. Lembro disso, pois conheço muitos profissionais que atuam como Analistas e recebem como “programadores júnior”. Sou contra as restrições, definindo inclusive definindo os nomes dos cursos no qual o formando poderá se tornar um analista de sistemas, que são: análise de sistemas, ciência da computação e processamento de dados. Ou seja, se você não se formou no curso de sistemas de informação ou mesmo num tecnólogo equivalente, esqueça!

Francamente, não creio que quem atue hoje como Analista de Sistemas, eu esteja pleiteando este posto tenha problemas em atingi-lo, pois o mercado é quem dita as regras e não creio que deixará de ser assim tão cedo. É inerente aos negócios, principalmente em iniciativa privada, que os mais capacitados e preparados exerçam papéis de comando. Eu mesmo me formei em Comunicação Digital, mas tenho 8 (oito) anos de experiência com desenvolvimento. Escolhi um curso na área de comunicação justamente porque queria abrir minha mente ao invés de fazer um curso da “área de programação” e apenas validar aquilo que o mercado já o fez.

O que mais me causa extranheza, é o fato de esta lei ir exatamente contra uma medida também recente que autorizou qualquer um que saiba falar a ser Jornalista, aparecer na TV, redigir um jornal e transmitir a sociedade aquilo que julgar importante. Um papél tão importante quanto o do jornalista, que acredita-se deve ter estudo e muito tato para comunicar seja o que for para a sociedade, pode ser feito por qualquer um enquanto que a responsabilidade pelo projeto de um software deve ser de alguém que tenha um diploma. Esse é o Brasil.

Se você se interessou, leia também:

Posição oficial da Sociedade Brasileira de Computação.

Série de posts muito interessantes sobre profissões e exigência de dimploma.

Um abraço a todos!